Sessão tumultuada na Câmara Municipal, com direito a votação em 5 segundos.

Sessão que tratou entre outros temas, do requerimento N° 1472-17, do Vereador Carlos Roberto de Carvalho (Beleza), que solicita a realização de audiências públicas sobre a proposta da taxa de iluminação pública, foi tumultuada em diversos momentos.

A gente vai aprendendo, até chegar os quatro anos de mandato” Declarou o presidente da Câmara, Vereador Marcelo Borges.

A sessão da última terça-feira (26), no plenário da Câmara Municipal de Barra Mansa, foi no mínimo curiosa, os problemas começaram logo no início, quando matérias foram colocadas em discussão e retiradas por ausências dos autores e um projeto de resolução chegou a ser colocado em votação e retirado pois nas palavras do presidente da Câmara “esqueceram do detalhe de que o projeto era votação secreta”, logo depois o requerimento Nº 150-17 do vereador Marcelo Borges foi colocado em discussão até que seu colega Wellington Pires lembrou-se de que a matéria já havia sido votada, o presidente então retirou o requerimento da pauta, em outro momento o vereador Tiago Valério usou a tribuna para cobrar resposta da provedoria da Santa Casa de Barra Mansa sobre requerimento de informações variadas enviado à entidade, que não teria sido respondido dentro do prazo, porém, a resposta já estava em poder da câmara sem conhecimento do vereador que só recebeu o documento ao ser interrompido em meio a sua fala, constrangido pela situação, Tiago Valério reverteu sua fala e elogiou o Hospital, mas este foi apenas o começo, os vereadores seguiram aos tropeços e atropelos.
A sessão se tumultuou de vez quando foi colocado em discussão o requerimento N° 1472-17, do Vereador Carlos Roberto de Carvalho (Beleza), que solicita a realização de audiências públicas sobre a proposta da taxa de iluminação, neste momento a vereadora Maria Lúcia pediu vista da matéria alegando que deveria ser colocado aquilo que nas palavras dela “foi combinado já pelo prefeito, com as datas que ele colocou“, em resposta, o vereador Wellington pires declarou que “O prefeito é o poder executivo, esta casa é o poder legislativo, um poder independente, podemos também convocar audiências públicas… diante da importância deste tema, quanto mais debate melhor“, em seguida, ainda durante as discussões acaloradas, o vereador Luiz Antônio Cardoso, colocou o pedido de vista da Vereadora Maria Lúcia em votação e encerrou a contagem de votos em impressionantes 5 segundos, o vereador proferiu em uma mesma frase: “Em votação, os senhores que aprovam o pedido da vereadora permaneçam como estão, aprovado.” O ato, no mínimo curioso, gerou revolta de alguns de seus pares, principalmente  o vereador Wellington Pires, que questionou o presidente, e ouviu como resposta: “Em votação, os senhores que aprovam o pedido permaneçam como estão, Já era, passou, o pedido da vereadora passou!” em seguida, vários vereadores se manifestaram contra a atitude, o vereador Wellington solicitou na forma do regimento interno da câmara, a verificação de votos, o que foi negado, o vereador então insistiu e pediu que o regimento fosse cumprido e o presidente perguntasse a cada vereador como votou, neste momento o vereador Luiz Antônio Cardoso, que presidia a tribuna respondeu com ironia “votou sentado”, o que gerou revolta e barulho no plenário, Luiz Antônio então suspendeu a sessão por 5 minutos.
Após conversarem no intervalo, os vereadores parecem ter se entendido, pois ao retornarem, o vereador Wellington Pires assumiu a cadeira de 1º secretário e os trabalhos prosseguiram normalmente com aprovações de indicações, moções e outras matérias.

Enquanto isto, a população de Barra Mansa aguarda os debates e posicionamentos sobre o projeto da taxa de iluminação pública.

Assista a sessão na íntegra.

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